Como saber se uma foto foi gerada por IA
As imagens geradas por inteligência artificial estão por todo o lado — algumas inofensivas, outras usadas para enganar, espalhar notícias falsas ou comover-te para depois te pedirem dinheiro. A boa notícia: quase sempre há sinais. Aqui ficam os principais.
Os sinais mais comuns
- Mãos e dedos. Dedos a mais ou a menos, dedos fundidos, mãos tortas — o calcanhar de Aquiles da IA.
- Brilho «liso» demais. Pele e superfícies perfeitas, sem poros nem textura, com um aspeto plástico.
- Sombras e reflexos incoerentes. Sombras que não batem com a luz, reflexos em vidros/olhos que não fazem sentido.
- Texto deformado. Letras em placas, etiquetas ou ecrãs que parecem rabiscos sem sentido.
- Fundos que se desfazem. Pessoas ou objetos no fundo que se fundem ou repetem.
- Cenas impossíveis. Algo extraordinário... sem qualquer notícia a confirmar.
O teste mais importante: a fonte
Mais do que «caçar pixéis», pergunta: de onde vem esta imagem? Uma foto verdadeira de um acontecimento importante aparece em vários órgãos de comunicação, com crédito, data e legenda. Se uma imagem «chocante» só circula em correntes de redes sociais e não está em lado nenhum credível — desconfia.
Cuidado com o golpe de empatia
Muitas imagens de IA (uma criança doente, um idoso em apuros, um animal a precisar de ajuda) servem para te fazer partilhar e, a seguir, pedir donativos. Antes de partilhares ou doares, confirma a fonte e doa só por instituições verificáveis.
Regra prática
Amplia a imagem (sobretudo mãos, olhos e texto), procura a fonte original e desconfia do «perfeito demais». Na dúvida, não partilhes.
Real ou gerado por IA? Testa o teu olho com casos novos todos os dias.
Jogar o desafio diário